segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Aterros

O Aterro Sanitário é uma das técnicas mais antigas utilizadas pelo homem para descarte de seus resíduos, que é o aterramento. Modernamente, é uma obra de engenharia que tem como objetivo acomodar no solo resíduos no menor espaço prático possível, causando o menor dano possível ao meio ambiente ou à saúde pública.

Consiste basicamente na compactação dos resíduos no solo, na forma de camadas que são periodicamente cobertas com terra ou outro material inerte.

Atualmente, os aterros sanitários vêm sendo severamente criticados porque não têm como objetivo o tratamento ou a reciclagem dos materiais presentes no lixo urbano.

De fato, os aterros sanitários são uma forma de armazenamento de lixo no solo, alternativa que não pode ser considerada a mais indicada, uma vez que os espaços úteis à essa técnica tornam-se cada vez mais escassos. Porém, deve-se considerar que a maioria dos materiais utilizados pelo homem, na realidade, são combinações de várias substâncias trazidas dos mais diferentes pontos do planeta. Assim, recuperar todos os materiais que utilizados é praticamente impossível, seja por motivos de ordem técnica ou econômica.

Teoricamente, a maioria desses rejeitos também pode ser reciclada. Na prática, não é o que ocorre. Os fatores de ordem técnica e econômica inviabilizam grande parte dos processos deixando como alternativa o descarte em aterro. Não se pode desprezar também a realidade dos países do terceiro mundo. Nem sempre a comunidade dispõe de recursos suficientes para a implantação e operação de técnicas para o tratamento de seus resíduos.

Desta forma, o aterro sanitário não deve ser considerado como um vilão, ou como uma técnica ultrapassada dentro dos processos de proteção ambiental, mas como a saída atualmemente empregada para o descarte disciplinado de resíduos no solo.

O objetivo principal do aterro sanitário é o de melhorar as condições sanitárias relacionadas aos descartes sólidos urbanos evitando os danos da sua degradação descontrolada. Os aterros podem ser divididos em diferentes tipos:

Aterro convencional: formação de camadas de resíduos compactados, que são sobrepostas acima do nível original do terreno resultando em configurações típicas de “escada” ou de “troncos de pirâmide”;

Aterro em valas: o uso de trincheiras ou valas visa facilitar a operação do aterramento dos resíduos e a formação das células e camadas; assim sendo, tem-se o preenchimento total da trincheira, que deve devolver ao terreno a sua topografia inicial.

Além da operação, o aterro deve contar com unidades de apoio, como acessos internos que permitam a interligação entre os diversos pontos do aterro, portaria para controlar a entrada e saída de pessoas e caminhões de lixo e isolamento da área para manutenção da ordem e do bom andamento das obras.



Tipos de Resíduos Sólidos

Resíduo Hospitalar: Geralmente é constituído de seringas, agulhas, curativos e outros materiais que podem apresentar algum tipo de contaminação por agentes patogênicos (causadores de doenças).

Resíduos Sólidos Urbanos: são resultantes da atividade doméstica e comercial das povoações. Podem ser classificados das seguintes maneiras:

- Matéria orgânica: Restos de comida, da sua preparação e limpeza;

- Papel e papelão: Jornais, revistas, caixas e embalagens;

- Plásticos: Garrafas, garrafões, frascos, embalagens, boiões, etc;

- Vidro: Garrafas, frascos, copos, etc;

- Metais: Latas;

Resíduo Industrial: Os resíduos industriais se contam entre os principais responsáveis pela poluição da água. são originados dos processos industriais. Possuem composição bastante diversificada e uma grande quantidade desses rejeitos é considerada perigosa. Podem ser constituídos por escórias (impurezas resultantes da fundição do ferro), cinzas, lodos, óleos, plásticos, papel, borrachas

Resíduo Agrícola: são aqueles gerados pelas atividades agropecuárias (cultivos, criações de animais, beneficiamento, processamento, etc.). Podem ser compostos por embalagens de defensivos agrícolas, restos orgânicos (palhas, cascas, estrume, animais mortos, bagaços, etc.), produtos veterinários e etc

Resíduos de Portos, Aeroportos e Terminais Rodoviários e Ferroviários: Os resíduos gerados nos portos, aeroportos, terminais rodoviários e ferroviários, constituem resíduos sépticos, ou seja, aqueles que contêm ou podem conter germes patogênicos trazidos a esses locais basicamente através de material de higiene, asseio pessoal, e restos de alimentação que podem veicular doenças provenientes de outras cidades, estados, ou países.

Classificação de acordo com a norma ABNT

Classe 1
- Resíduos Perigosos: são aqueles que apresentam riscos à saúde pública e ao meio ambiente, exigindo tratamento e disposição especiais em função de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade.

Classe 2 - Resíduos Não-inertes: são os resíduos que não apresentam periculosidade, porém não são inertes; podem ter propriedades tais como: combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água. São basicamente os resíduos com as características do lixo doméstico.

Classe 3 - Resíduos Inertes: são aqueles que, ao serem submetidos aos testes de solubilização (NBR-10.007 da ABNT), não têm nenhum de seus constituintes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água. Isto significa que a água permanecerá potável quando em contato com o resíduo. Muitos destes resíduos são recicláveis. Estes resíduos não se degradam ou não se decompõem quando dispostos no solo (se degradam muito lentamente). Estão nesta classificação, por exemplo, os entulhos de demolição, pedras e areias retirados de escavações.

Origem Possíveis Classes  Responsável
Domiciliar2Prefeitura
Comercial2,3Prefeitura
Industrial1,2,3 Gerador do resíduo 
Público2,3Prefeitura
Serviços de Saúde1,2,3Gerador do resíduo
Portos, aeroportos e terminais ferroviários1,2,3Gerador de resíduo
Agrícola1,2,3Gerador de resíduo
Entulho3Gerador de resíduo

Lixo eletrônico ou e-was

Os resíduos eletrônicos, também denominados de e-lixo (e-waste em inglês) são artigos eletrônicos que não podem mais ser reaproveitados, como computadores, celulares, notebook, câmeras digitais, MP3 player, entre outros. São considerados lixos eletrônicos também artigos elétricos de casa, como geladeiras, microondas e o que mais você usar em casa que, descartados, podem poluir o planeta. Os resíduos eletrônicos já representam 5% de todo o lixo produzido pela humanidade. Isso quer dizer que 50 milhões de toneladas são jogadas fora todos os anos pela população do mundo.

Estes equipamentos possuem substâncias químicas (chumbo, cádmio, mercúrio, berílio, etc.) em suas composições, podem provocar contaminação de solo e água, além do contaminar o meio ambiente, estas substâncias podem provocar doenças graves em pessoas que coletam produtos em lixões, terrenos baldios ou na rua.

Para não provocar a contaminação e poluição do meio ambiente, o correto é fazer o descarte de lixo eletrônico em locais apropriados como, por exemplo, empresas e cooperativas que atuam na área de reciclagem. Celulares e suas baterias podem ser entregues nas empresas de telefonia celular. Elas encaminham estes resíduos de forma a não provocar danos ao meio ambiente.

Formas de descarte de resíduos sólidos.

1. Separe as garrafas PET para reciclagem
Entregar as garrafas PET para reciclagem reduz lixo e gera empregos no país. O Brasil joga fora metade das garrafas e nossas indústrias importam PET.

2. Lojas de celular recebem baterias velhas para reciclagem
Quase 180 milhões de baterias de celular são descartadas todos os anos no Brasil. São 11 mil toneladas de lixo tóxico que deveria ser reciclado. Portanto entregue a bateria velha na loja.

3. Baterias piratas têm mais mercúrio
Baterias piratas para celular duram menos e podem conter dez vezes mais mercúrio que as baterias vendidas legalmente no Brasil. O mercúrio é um dos metais mais tóxicos que existem e ataca gravemente o sistema nervoso. Evitar as piratas é bom para o seu bolso e mais ainda para sua saúde e a do planeta, já que 60% do lixo brasileiro vão para lixões onde o mercúrio destas pilhas vai poluir o solo e o lençol de água.

4. Não jogue óleo usado na pia
Óleo usado é reciclável. Vira emprego e renda em entidades que produzem sabão com ele. Uma única lata de 1 litro de óleo usado, despejada na pia, além de entupir o encanamento, pode contaminar até 18 mil litros d’água, quase dois caminhões pipa.
Veja o local mais próximo onde entregar óleo usado para reciclar.

5. Prefira produtos não embalados e sem isopor
Embalagens tipo “caixinha-dentro-de-saquinho-dentro-da-sacola-e-do-sacolão” geram muito lixo.

6. Leve sacola retornável ao fazer compras
Saco plástico chega a 40% das embalagens jogadas no lixo e leva mais de 100 anos para se decompor.

7. Reciclar produtos diminui o lixo
De cada dez caminhões de lixo recolhido no Brasil, apenas um vai para reciclagem. Escolher produtos com menos embalagens e enviar tudo que puder para reciclagem ajudam a reduzir a montanha de lixo.

8. Recicle suas pilhas
O Brasil joga fora 1 bilhão de pilhas usadas anualmente. Se fossem recicladas, seriam recuperadas mil toneladas de zinco e 1.500 toneladas de manganês, minerais usados na correção de solos para agricultura.

9. Recicle latinhas de alumínio
Uma latinha de alumínio feita a partir de minério virgem gasta 20 vezes mais energia elétrica para ser produzida do que uma latinha feita de alumínio reciclado. Portanto, recicle as latinhas, assim você evita a extração de mais minério e, ao mesmo tempo, economiza energia.

10. Recicle o plástico e ajude na educação da cidade
A coleta urbana domiciliar de São Paulo recolhe anualmente mais de 600 mil toneladas de plástico. Empilhado, como se faz no lixo em casa, esse plástico encheria 208 Catedrais de Brasília. Se fossem empilhadas, as catedrais chegariam a mais de 8.300 metros, quase a altura do Monte Everest, o mais alto do mundo, com 8.850 metros. Se não for reciclado, esse material acaba despejado nos aterros sanitários usados pela cidade, fazendo lotar mais cedo o espaço disponível para descarte e obrigando o governo a construir novos aterros, que custam um dinheirão.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Conclusões

Os resíduos sólidos se descartados inadequadamente no ambiente, podem provocar alterações intensas no solo, na água e no ar, alem da possibilidade de causarem danos a todas as formas de vida, trazendo problemas que podem comprometer as futuras gerações. Caso as autoridades publicas e a sociedade civil não se mobilizarem para que medidas necessárias e urgentes sejam tomadas, o futuro reservara a humanidade sérios problemas relacionados ao meio ambiente, principalmente com a escassez da água e o excesso de lixo. Tão importante quanto a destinação e os tratamentos adequados, é preciso produzir cada vez menos resíduos e aproveitar cada vez mais os resíduos gerados, reduzindo o alto índice de desperdício, contribuindo assim, para uma sociedade mais equilibrada e responsável.


- Talita Novais nº23
                                                                                                                                                                  
Os resíduos sólidos que são gerados de atividades humanas são, em grande maioria, descartados de forma incorreta no ambiente, podendo provocar alterações na água, no solo e no ar. É preciso uma destinação e um tratamento adequado para esses tipos de resíduo, e o mais importante é reaproveitar mais os resíduos que são recicláveis. Assim como as pessoas já deveriam estar conscientizadas sobre as suas responsabilidades como cidadãos, as empresas deveriam demonstrar responsabilidade ambiental, o que é muito difícil porque empresas se preocupam com o capital e não com o meio ambiente. No futuro, não existirão mais aterros sanitários suficientes para tanto lixo, e na medida em que esse lixo é depositado no solo, ele também perde seu poder de utilização, e assim vai provocando uma reação em cadeia que pode afetar (e muito) a sobrevivência. A má utilização dos recursos naturais e o tratamento inadequado dos resíduos terá um impacto enorme nas gerações futuras.

- Heloisa Carla nº07
                                                                                                                                                                   
Eu concluo neste trabalho apresentado os resíduos podem causar danos a saúde humana,ao meio ambiente e ao patrimônio publico e privado, mesmo em pequenas quantidades, requerendo cuidados especiais quanto ao acondicionamento, coleta, transporte, armazenamento, tratamento e disposição.
temos que por o objetivo nas pessoas e conscientizar os envolvidos o quanto trás impacto e os riscos do manejo inadequado dos resíduos produzidos pelos seus processos de trabalho, e fazer as pessoas tornarem um habito padronizar seu correto descarte.

- Priscila Baez nº20
                                                                                                                                                                   

Os resíduos sólidos se descartados inadequadamente no ambiente, podem provocar alterações intensas no solo, na água e no ar, alem da possibilidade de causarem danos a todas as formas de vida, trazendo problemas que podem comprometer as futuras gerações. Caso as autoridades publicas e a sociedade civil não se mobilizarem para que medidas necessárias e urgentes sejam tomadas, o futuro reservara a humanidade sérios problemas relacionados ao meio ambiente, principalmente com a escassez da água e o excesso de lixo. Para isso as empresas podem optar pela implantação do
sistema de gestão ambiental. Este sistema pode reduzir os impactos ambientais assim como, melhorar a eficiência operacional identificando oportunidades de redução de custos e de riscos ambientais.

- Larissa Costa nº11
                                                                                                                                                                   

Conclui se que os resíduos sólidos causam danos a saúde e ao meio ambiente e que é preciso que empresas e pessoas se conscientize para causar menos riscos a humanidade, pois esse problema pode comprometer as novas gerações

- Fernanda Pereira  nº06